BLS → Basic Life Support

1° passo: verifique a segurança da cena
2° passo: grite por ajuda e acione o serviço de emergência se vítima não responder

- Verificação da resposta → toque no ombro e chame em voz alta

3° passo: verifique pulso e respiração simultaneamente durante 10 segundos


- Se vítima com respiração normal:
- Monitore até a chegada de emergência
- Se vítima SEM respiração, COM pulso:
- Ventilações de resgate 1 a cada 5-6 seg
- Administre ventilações de resgate: 1 respiração a cada 5 a 6 segundos, ou cerca de 10 a 12 respirações/min.
- Ative o serviço médico de emergência (caso ainda não o tenha feito) após 2 minutos.
- Continue as ventilações de resgate; verifque o pulso a cada 2 minutos. Na ausência de pulso, inicie a RCP (vá para o quadro “RCP”).
- Em caso de possível overdose de opioides, administre naloxona, se disponível, de acordo com o protocolo.
- Sem respiração ou apenas com gasping, SEM pulso → inicie as compressões

ACLS → Advanced Cardiovascular Life Support

O suporte avançado de vida envolve:
- Reanimação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade.
- Desfibrilação.
- Suplementação de oxigênio e dispositivos de via aérea avançada.
- Acesso venoso ou intraósseo e drogas.
- Dispositivos de compressão mecânica.
- Dispositivos de oxigenação por membrana extracorpórea.
Fisiopatologia
- Existem três fases distintas na PCR: fase elétrica, fase hemodinâmica e fase metabólica.
- Fase elétrica: período inicial da PCR, com duração aproximada de 4 a 5 minutos, geralmente em ritmo de fibrilação ventricular (FV).
- Desfibrilação imediata e RCP de alta qualidade são necessárias para otimizar a sobrevivência nessa fase.
- Fase hemodinâmica: período de 4 a 10 minutos após PCR. Essa fase representa a depleção dos substratos, como o oxigênio, para um adequado metabolismo celular.
- Desfibrilação e RCP de alta qualidade ainda são medidas críticas nesses pacientes.
- Fase metabólica: período que sucede 10 minutos de PCR, e é representado por acidose metabólica e disfunção celular grave.
- Ao tratamento de pacientes nessa fase já podem ser adicionados cuidados pós-PCR, como a hipotermia terapêutica.
- Se nesta fase não ocorrer o retorno da circulação espontânea (RCE), as chances de sobrevivência caem drasticamente.





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Qualidade da RCP
- Comprima com força (pelo menos 5 cm) e rápido (100 a 120/min) e aguarde o retorno total do tórax
- Minimize interrupções nas compressões
- Evite ventilação excessiva
- Alterne os responsáveis pelas compressões a cada 2 minutos ou antes se houver cansaço
- Sem via aérea avançada relação compressão ventilação 30:2
- Capnografa quantitativa com forma de onda: se PetCO2 estiver baixo (< 10 mmHg) ou caindo, reavalie a qualidade da RCP
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Carga do choque para desfibrilação
- Bifásica:
- Recomendação do fabricante (por exemplo, dose inicial de 120-200 J), se desconhecida usar o máximo disponível.
- A segunda dose e as subsequentes devem ser equivalentes, podendo ser consideradas mais altas
- Monofásica: 360 J
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Tratamento medicamentoso
- Dose IV/IO de adrenalina (epinefrina)
- Dose IV/IO de amiodarona
- Primeira dose: 300 mg
- Segunda dose: 150 mg
- Dose IV/IO de lidocaína
- Primeira dose: 1,5 mg/kg
- Segunda dose: 0,5 a 0,75 mg/kg



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Causas reversíveis → pense quando houver ritmos não chocáveis
- 5/6 H’s
- Hipovolemia
- Hipóxia
- Hidrogênio (acidemia)
- Hipo/hipercalemia
- Hipotermia
- Hipoglicemia?
- 5 T's

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Via área avançada
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Retorno da circulação espontanea

Ritmos de parada cardíaca e sua abordagem terapêutica.
Fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso
- Os ritmos passíveis de desfibrilação são:
- Ambos são tratados da mesma maneira na PCR, pois frequentemente são gerados pelos mesmos mecanismos e respondem à mesma terapêutica.
- Nessa situação, a pedra angular do tratamento é a desfibrilação precoce.
- Todavia, a RCP de alta qualidade é necessária até a disponibilidade do desfibrilador carregado para administração do choque.
- Além disso, a administração de drogas vasopressoras e antiarrítmicas é necessária em caso de refratariedade às medidas iniciais.
- A FV representa a principal causa de morte súbita e de PCR não traumática no atendimento pré-hospitalar, e é causada principalmente por isquemia miocárdica.
- Na taquicardia ventricular sem pulso o ritmo cardíaco é comandado por um foco ectópico localizado no ventrículo, gerando um traçado eletrocardiográfico com o QRS alargado


Ritmo de taquicardia ventricular.
Atividade elétrica sem pulso (AESP)
- A atividade elétrica sem pulso (AESP) é definida pela ausência de pulso palpável na vigência de atividade elétrica cardíaca organizada, e abrange numerosas causas
- Esse ritmo pode ser a causa inicial da PCR ou pode ser decorrente dos esforços de ressuscitação de uma PCR prolongada, especificamente após uma desfibrilação.
- A AESP pode ser dividida em dois grupos: “pseudo-AESP” e AESP verdadeira.