Primeiro Trimestre da Gestação (≤ 14 semanas)
- Confirmar a idade gestacional e estabelecer (IG) a data provável do parto (DPP). Auscultar os batimentos cardiofetais e registrar em que semana de gestação isso aconteceu.
- Verificar se não se trata de uma gravidez tópica ou ectópica, única ou múltipla (gemelar).
- Realizar os testes rápidos para sífilis e HIV na entrada da mulher no pré-natal. Coletar os exames de triagem da gestante em amostra de sangue ou soro, os de análises clínicas convencionais e os de análises imunoematológicas na entrada da mulher no pré-natal.
- Registrar os resultados dos exames (testes rápidos, triagem da gestante em papel filtro, análises clínicas convencionais e análises imunoematológicas) no prontuário e na Caderneta da Gestante, além, de informar os resultados para a paciente.
- Iniciar a suplementação profilática com ferro e ácido fólico na entrada da mulher no pré-natal.
- Verificar se a situação vacinal da gestante está adequada (dT, dTpa, Hepatite B e Influenza).
- Avaliar se a gestante tem algum processo patológico já instalado que necessite de avaliação do pré-natal de alto risco.
- Verificar se a gestante tem alguma condição de vulnerabilidade que demande alguma ação complementar do serviço de saúde.
- Analisar se a gestante faz uso de algum medicamento, tabaco, bebida alcoólica ou droga ilícita.
- Verificar se a gestante iniciou o pré-natal com peso acima ou abaixo da normalidade. Avaliar se os sintomas físicos e psíquicos adaptativos da gestante estão controlados e orientados.
- Abordar com a gestante a amamentação como processo fisiológico e natural, mas que precisa ser aprendido; os benefícios para mãe e filho advindos do aleitamento materno exclusivo.
- Orientar a gestante sobre o seu hospital de referência para intercorrências e para o parto.
- Verificar se a gestante está sendo acompanhada mensalmente pelo ACS por meio de visita domiciliar, caso seja área coberta pela Estratégia de Saúde da Família. Orientar sobre a necessidade de a mulher estar com sua Caderneta da Gestante em todos os atendimentos.
- Analisar se todos os dados foram devidamente registrados na Caderneta da Gestante.
- Convidar o (a) parceiro (a) da gestante para participar das consultas e reuniões educativas no pré-natal, em acordo com a mulher.
- Oferecer escuta para queixas e dúvidas da gestante/família.
Segundo Trimestre da Gestação (15 a 28 semanas)
- Verificar se todos os pontos do Check list do trimestre anterior foram completados. Analisar se existe alguma pendência de procedimentos solicitados na consulta anterior.
- Continuar com a suplementação com ferro e ácido fólico.
- Coletar a colpocitologia oncológica (CCO) se indicada, conforme orientações normatizadaspela SES-DF/INCA.
- Realizar o segundo teste rápido para sífilis.
- Coletar os exames de triagem da gestante em amostra de sangue ou soro (nas gestantes susceptíveis para Toxoplasmose e Citomegalovírus), os de análises clínicas convencionais e os de análises imunoematológicas na entrada da mulher no pré-natal (Consultar Fluxograma).
- Registrar os resultados dos exames (testes rápidos, triagem da gestante em papel filtro, análises clínicas convencionais e análises imunoematológicas) no prontuário e na Caderneta da Gestante, além, de informar os resultados para a paciente.
- Solicitar ecografia.
- Verificar se a gestante possui queixa de corrimento vaginal, sintoma de infecção urinária ou algum problema dentário.
- Encaminhar a gestante para avaliação odontológica, se disponível.
- Analisar o ganho de peso durante a gestação. Lembre-se, o ganho de mais de 1 kg por semana pode sugerir início de distúrbio hipertensivo.
- Verificar e analisar como está a pressão arterial.
- Auscultar os batimentos cardiofetais e registrar em que semana de gestação isso aconteceu.
- Verificar se o crescimento uterino, medido pela altura de fundo uterino (AFU), está correspondente a idade gestacional.
- Viabilizar a realização da visita de vinculação obstétrica da gestante ao seu hospital de referência.
- Abordar com a gestante a amamentação como processo fisiológico e natural, mas que precisa ser aprendido; os benefícios para mãe e filho advindos do aleitamento materno exclusivo.
- Verificar se a gestante está sendo acompanhada mensalmente pelo ACS por meio de visita domiciliar, caso seja área coberta pela Estratégia de Saúde da Família. Analisar se todos os dados foram devidamente registrados na Caderneta da Gestante.
- Convidar o(a) parceiro(a) da gestante para participar das consultas e reuniões educativas no pré-natal, em acordo com a mulher.
- Oferecer escuta para queixas e dúvidas da gestante/família.
Terceiro Trimestre da Gestação (≥ 29 semanas)
- Verificar se todos os pontos do Check list do trimestre anterior foram completados. Analisar se existe alguma pendência de procedimentos solicitados na consulta anterior.
- Continuar com a suplementação com ferro e ácido fólico.
- Verificar se a gestante tem queixa de corrimento vaginal (fazer abordagem sindrômica) ou algum sintoma de infecção urinária. Observação: tratar caso diagnosticado.
- Verificar se a gestante foi avaliada pelo odontólogo, se disponível.
- Analisar o ganho de peso durante a gestação. Lembre-se, o ganho de mais de 1 kg por semana pode sugerir início de distúrbio hipertensivo.
- Verificar e analisar como está a pressão arterial.
- Realizar avaliação do crescimento fetal a partir da ecografia.
- Realizar os testes rápidos do terceiro trimestre para sífilis e HIV na gestante.
- Coletar os exames de triagem da gestante em amostra de sangue ou soro (nas gestantes susceptíveis para Toxoplasmose e Citomegalovírus), os de análises clínicas convencionais e os de análises imunoematológicas na entrada da mulher no pré-natal (Consultar Fluxograma).
- Registrar os resultados dos exames (testes rápidos, triagem da gestante em papel filtro, análises clínicas convencionais e análises imunoematológicas) no prontuário e na Caderneta da Gestante, além, de informar os resultados para a paciente.
- Orientar a gestante que a partir de 36 semanas são comuns as contrações uterinas sem que seja trabalho de parto.
- Orientar para que a gestante procure o hospital de referência se contrações frequentes (3 ou mais em 10 minutos), perda de sangue ou líquido via vaginal, diminuição ou parada de movimentação fetal.
- Orientar a gestante quanto ao retorno semanal na UBS para as consultas de pré-natal entre a 36ª e 41ª semana de idade gestacional.
- Orientar a gestante sobre a consulta conjunta da puérpera e do recém-nascido em até 10 dias de pós-parto (de preferência, em até 7 dias após o parto) na UBS. Abordar com a gestante sobre as triagens no recém-nascido que deverão ser realizadas antes da alta hospitalar (Triagem Neonatal Biológica – “Teste do Pezinho”; Teste do Reflexo Vermelho – “Teste do Olhinho”; Oximetria de Pulso – “Teste do Coraçãozinho”; e Triagem Auditiva Neonatal – “Teste da Orelhinha”). Essas questões devem ser reforçadas durante a internação na maternidade.
- Abordar com a gestante a amamentação como processo fisiológico e natural, mas que precisa ser aprendido; os benefícios para mãe e filho advindos do aleitamento materno exclusivo.
- Informar sobre a possibilidade de doação de leite materno após o parto para os Bancos de Leite Humano (BLH) ou Postos de Coleta de Leite Humano (PCLH). Verificar se a gestante está sendo acompanhada mensalmente pelo ACS por meio de visita domiciliar, caso seja área coberta pela Estratégia de Saúde da Família. Analisar se todos os dados foram devidamente registrados na Caderneta da Gestante.
- Convidar o(a) parceiro(a) da gestante para participar das consultas e reuniões educativas no pré-natal, em acordo com a mulher.
- Oferecer escuta para queixas e dúvidas da gestante/família.



Sinais de presunção de gravidez:
- Atraso menstrual;
- Manifestações clínicas (náuseas, vômitos, tonturas, salivação excessiva, mudança de apetite, aumento da frequência urinária e sonolência);
- Modificações anatômicas (aumento do volume das mamas, hipersensibilidade nos mamilos, tubérculos de Montgomery, saída de colostro pelo mamilo, coloração violácea vulvar, cianose vaginal e cervical, aumento do volume abdominal).
Sinais de probabilidade:
- Amolecimento da cérvice uterina, com posterior aumento do seu volume;
- Paredes vaginais aumentadas, com aumento da vascularização (pode-se observar pulsação da artéria vaginal nos fundos de sacos laterais);
- Positividade da fração beta do HCG no soro materno a partir do oitavo ou nono dia após a fertilização.
Sinais de certeza:
- Presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF), que são detectados pelo sonar a partir de 12 semanas e pelo Pinard a partir de 20 semanas;
- Percepção dos movimentos fetais (de 18 a 20 semanas);
- Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser observado por via transvaginal com apenas 4 a 5 semanas gestacionais e a atividade cardíaca é a primeira manifestação do embrião com 6 semanas gestacionais.


