Fases da resposta ao estresse cirúrgico
O estresse metabólico, ao qual qualquer indivíduo é submetido em todo contexto de insulto, seja ele traumático ou cirúrgico, respeita um padrão de resposta fisiológico. No contexto do trauma, entende-se que a resposta ao estresse é, em sua maioria, dividida em três fases de elevada importância:
- Fase de refluxo (EBB): nessa fase, temos um quadro hipodinâmico, no qual o corpo humano limita a perda sanguínea e reduz a perfusão aos órgãos periféricos dando preferência aos órgãos vitais.
- Fase de fluxo (Flow): já nessa outra fase, temos um estado hiperdinâmico, no qual há aumento do fluxo sanguíneo, com objetivo de remoção das escórias e permitir a chegada de nutrientes para reparação de eventuais lesões.
- Fase de recuperação (anabólica): essa última fase é o processo pelo qual o ser humano passa para retorno ao seu nível anterior ao trauma.
Fase EBB
- Curta duração: dura de 1 até 3 dias do insulto traumático ou cirúrgico.
- Há elevação de hormônios que terão como função aumento da glicemia: catecolaminas, cortisol, glucagon.
- Vasoconstrição e aumento da resistência vascular periférica, gerando diminuição do débito cardíaco.
Fase Flow
- Pode durar até 8 semanas em insultos mais graves ou mais importantes.
- Aumento da temperatura corporal pelo estado hipermetabólico constituído.
- Balanço nitrogenado negativo, com perda proteica acentuada.
- Aumento da retenção hídrica por efeito secundário ao aumento de hormônios como aldosterona e hormônio antidiurético (ADH).
Resposta endocrinologica, metabolica e imunologica ao trauma
Metabolica



- Prioriza a lipolise em vez da proteolise