• Ativadores do plasminogênio, que agem ao promover a ação da plasmina sobre um trombo rico em fibrina (fibrinólise).
    • Em razão do potencial de promover a formação da plasmina, esses agentes são também capazes de promover um chamado “estado lítico”, caracterizado por fibrinogenólise.
    • A plasmina formada degrada a fibrina (fibrinólise) e o fibrinogênio plasmático (fibrinogenólise).
  • Têm sido bastante utilizados no tratamento:
    • Infarto agudo do miocárdio
    • Trombose arterial de membro inferior
    • Tromboembolismo pulmonar com instabilidade hemodinâmica.
  • O efeito adverso mais temido é o sangramento.
  • A estreptoquinase, o trombolítico mais usado em nosso meio, não é fibrinoespecífico, isto é, atua tanto no plasminogênio ligado à fibrina quanto no plasminogênio livre no plasma.
  • Os pacientes apresentam hipofibrinogenemia, alargamento do Tempo de Trombina (TT) e aumento dos Produtos de Degradação da Fibrina e Fibrinogênio (PDFF).
  • A hemorragia pelo trombolítico deve ser tratada pela reposição de fibrinogênio (através do crioprecipitado ou do plasma fresco congelado) em conjunto com antifibrinolíticos (EACA, ácido tranexâmico).
    • Se o paciente também estiver usando heparina, a protamina também está indicada.
  • Alteplase**(rt-PA)** é trombolítico de escolha no acidente vascular cerebral isquêmico por ser o mais eficaz em reduzir danos neurológicos e a mortalidade global quando comparado a outros trombolíticos, desde que utilizado em até três horas do início dos sintomas.
  • Estreptoquinase é trombolítico empregado no tratamento de enfarte agudo do miocárdio e embolia pulmonar com repercussão hemodinâmica.
  • O mais utilizado para AVEi é o Alteplase, na posologia 0,9 mg/ kg EV, 10% em bolo e o restante em 1 hora.
  • Critérios de inclusão da TEV:
    • Idade > 18 anos;
    • Diagnóstico de AVCI em qualquer território cerebral;
    • Evolução < de 4,5 horas até a infusão do trombolítico;
    • TC de crânio sem evidências de hemorragias;
    • Possibilidade de se estabelecer precisamente o horário do início dos sintomas;
    • Paciente ou familiar responsável capacitado a assinar termo de consentimento informado
  • Critérios de exclusão da TEV
    • Uso de anticoagulantes orais ou TP > 15 segundos (INR > 1,7); uso de heparina nas últimas 48 horas e PTTa elevada;
    • AVC ou traumatismos cranioencefálicos (TCE) grave nos últimos 3 meses;
    • História pregressa de alguma forma de hemorragia cerebral (HSA, AVCH)
    • TC de crânio mostrando evidências de hemorragias ou edema cerebral em desenvolvimento;
    • PAS > 185 mmHg ou PAD > 110 mmHg (medidas em 3 ocasiões, com 10 minutos de intervalo)
    • Sintomas melhorando rapidamente;
    • Défcits neurológicos leves ou isolados;
    • Cirurgia de grande porte ou procedimento invasivo dentro das últimas 2 semanas; Hemorragia geniturinária ou gastrointestinal nas últimas 3 semanas; Punção arterial não compressível ou biópsia na última semana;
    • Coagulopatia com TAP, PTTa elevados, ou plaquetas < 100.000/mm
    • Glicemia < 50 md/dL ou > 400 mg/dL;
    • Crise convulsiva precedente ou durante a instalação do AVC;
    • Evidência de pericardite ativa, endocardite, êmbolos sépticos, gravidez recente, doença inflamatória intestinal, ou lactação; abuso de álcool ou drogas.
  • Todos os agentes trombolíticos atualmente aprovados para uso são ativadores do plasminogênio, que agem ao promover a ação da plasmina sobre um trombo rico em fibrina (fibrinólise).
  • Em razão do potencial de promover a formação da plasmina, esses agentes são também capazes de promover um chamado “estado lítico”, caracterizado por fibrinogenólise.
  • Em relação às indicações da terapia trombolítica na doença arterial, elas incluem o Infarto do Miocárdio (IM), os AVC isquêmicos (AVCi) e a doença arterial periférica.